quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Lixo precioso: queima do lixo pode virar energia!

Em meio a tantas discussões em torno da sustentabilidade, formas alternativas de gerar energia estão sendo estudadas. É verídico o ditado que diz: “o homem só procura a solução quando o problema bate na sua porta”.

Há muito ouvimos que a nossa água pode acabar, que podemos ficar sem energia, que o nosso lixo não terá mais um local de destino...e nada foi feito enquanto estes problemas não começaram a alterar a nossa realidade.

Bom, antes tarde do que nunca! Em países desenvolvidos como a França, a queima do lixo doméstico gera energia capaz de sustentar grandes cidades. Isto é possível devido a incineradores que utilizam o mesmo princípio de funcionamento de uma usina termoelétrica, queimando um combustível fóssil para gerar energia. No nosso caso, a diferença é que o combustível queimado não é carvão, nem óleo, nem gás, mas sim lixo. Isto mesmo, o nosso lixo!

Vimos em postagens anteriores que os aterros hoje utilizados estarão saturados em um futuro próximo, o que virou um grande problema para a administração pública da nossa cidade, também vimos que a cidade de São Paulo gera aproximadamente 15 mil toneladas de lixo por dia; essa quantidade de lixo seria o suficiente para gerar energia em 400 mil casas, abastecendo em média mais de 1 milhão de habitantes! Nossa! Mas porque isto não está sendo feito?

Simples assim: “falta dinheiro” para custear uma instalação deste porte e, é claro, vontade política...nosso velho e conhecido “problemão”. Além disto, sairiam no prejuízo as grandes empresas de limpeza urbana, que controlam o lixo desde a varrição até o depósito final. Quase uma “guerra”, no meio de tanta corrupção.

Se separarmos o lixo que tem bom potencial energético, com a segurança que terão o destino correto, poderemos comemorar a solução para um grande problema que já enfrentamos e que enfrentaremos em maior escala num futuro próximo, se nada for feito.

Isto será resolvido não só quando tivermos um governo menos corrupto, mas sim uma sociedade que mude seus hábitos e a sua consciência, além de apenas cobrar soluções!

5 comentários:

Anônimo disse...

Acho interessante, temos inteligência para criar soluções e não temos verba para implantar, ou temos muita verba desviada, que irônico!

Zé Paulo Guedes disse...

Gostei do blog no geral. Informativo, bem escrito, minha única crítica é que ele tem um pouco um aspecto infato-juvenil no layout, se for voltado mais pra esse público, ok. Mesmo assim precisa adequar um pouco amis a linguagem.

Sobre esse post, não sei se a queima de lixo seria uma boa alternativa já que ela libera gás metano, mais prejudicial ao efeito estufa que o CO2. Mas com certeza o que fazer com o lixo é um bom tema.

O que não falta pra vcs é tema d einovaçao, o lixo certamente é um campo amplo pra pesquisa e desenvolvimento.

Parabéns

Ana Maria disse...

Professor Zé Paulo Guedes, na pesquisa efetuada para este post encontramos outra opinião sobre o gás metano.
Na avaliação do professor Luciano Bastos, que
é pesquisador do Ivig (Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais), a geração de créditos se deve à queima do metano, produto natural da decomposição orgânica. Este gás é mais danoso ao aquecimento global do que o gás carbônico CO2 - mas é eliminado com a combustão -.

Com certeza este é um tema importante a ser discutido e opiniões são sempre bem vindas. Obrigada pela participação.

Denis disse...

Adorei este post, muito polemico não só pela emissão de gasés mas também pelo fato de que para que este tipo de energia fosse gerada empresas de coleta de lixo deixariam de lucrar coisa que o governo talvez não fosse muito a favor né ? Mas já valeu muito apena descutirmos sobre esse assunto.
Valeu....

gabriel disse...

Trabalho em uma empresa de energia e sei que isto é possível. Aliás, projetos trancados em gavetas não faltam...só falta mesmo vontade política e menos corrupção. Se for feito do jeito certo, não é prejudicial ao meio ambiente, ao contrário. Só não é divulgado porque é caro (não para os cofre públicos, mas sim para o bolso dos nossos representantes)

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